Minha jornada profissional sempre foi pautada pela lógica. Com formação em Ciência da Computação e mais de 25 anos atuando como executivo de tecnologia, vivi as trincheiras do mundo corporativo reportando-me diretamente aos mais altos escalões.

Nesse caminho, gerenciei Stakeholders e Sponsors de todos os perfis, inclusive aqueles que operam sob uma lógica que o código-fonte não explica: a “política do compadrio”.

É fundamental esclarecer que esta reflexão não nasce de uma mera crítica pela crítica. Pelo contrário, trata-se de uma análise empírica, lastreada por mais de duas décadas e meia de experiência na gestão de projetos estratégicos e na administração direta de contratos complexos, onde presenciei os impactos reais aqui narrados.

Esta é uma observação a respeito de um hábito corporativo silencioso e não uma crítica direta às pessoas ou instituições. O objetivo é propor um olhar educativo e elucidativo, mas com a incisividade necessária para expor como essa dinâmica corrói a eficiência e a saúde das organizações e cria ambientes insustentáveis àqueles que os compõem.

Ao transitar para o Direito, com especialização em Direito Empresarial com ênfase em contratos; Direito Civil e Processo Civil, minha visão foi ampliada. O que antes eu sentia como uma “ineficiência técnica” na gestão de projetos, tornou-se cristalino sob a ótica jurídica.

Essa duplicidade de “skills” — a experiência empírica no “front” da TI e o embasamento legal — me permite identificar hoje hábitos nocivos que muitos preferem ignorar. Nesse sentido, a sequência que está por vir será construída em três aspectos:

Este é o primeiro de uma série de 06 (seis) artigos que serão publicados semanalmente, onde explorarei como a convergência entre o rigor técnico e o Direito pode blindar sua empresa contra “O Perigo Invisível dos Contratos por Compadrio”.

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